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Quando o cinema acolhe uma comunidade de estrangeiros: coabitações e errâncias em Heremakono (2002)

Hannah Serrat de S. Santos

Resumen


Este artigo se propõe a investigar como Heremakono (2002, Abderrahmane Sissako), ao retratar experiências diaspóricas contemporâneas em Nouadhibou, na Mauritânia, possibilita a invenção de modos novos de coexistência, conforme reivindicam Achille Mbembe e Jean-Luc Nancy. Para isso, analisamos algumas cenas do filme, tendo em vista aquilo que se inscreve materialmente em suas imagens e sons, em suas operações de enquadramento e de montagem. Compreendemos, então, como o cinema aborda a possibilidade de “ser com” em um mundo acostumado a apartar, dividir e excluir todos aqueles que não se reconhecem em suas semelhanças, recusando a reiteração de formas identitárias unívocas ou uma relação autóctone com os territórios.

Palavras-chave: cinema africano, diásporas, comunidade, Abderrahmane Sissako.

 

Cuando el cine acoge a una comunidad de extranjeros: cohabitaciones y errancias en Heremakono (2002)

Resumen: Este artículo propone investigar cómo Heremakono (Abderrahmane Sissako, 2002) retrata experiencias contemporáneas de la diáspora en Nouadhibou, Mauritania, además de permitir la invención de nuevas formas de coexistencia, como plantean Achille Mbembe y Jean-Luc Nancy. Por lo tanto, analizamos algunas escenas de la película, a partir de lo que se inscribe materialmente en sus imágenes y sonidos, como las operaciones de encuadre y montaje. Entendemos, luego, cómo el cine se acerca a la posibilidad de “estar con” en un mundo acostumbrado a separar, dividir y excluir a todos aquellos que no se reconocen en sus similitudes, negándose a reiterar las formas de identidad unívocas o una relación autóctona con los territorios.

Palabras clave: cine africano, diásporas, comunidad, Abderrahmane Sissako.

 

When Cinema welcomes a community of foreigners: cohabitation and wandering in Heremakono (2002)

Abstract: The aim of this article is to investigate how Heremakono (Abderrahmane Sissako, 2002) portrays contemporary diasporic experiences in Nouadhibou, Mauritania, and enables the invention of new modes of coexistence, as Achille Mbembe and Jean-Luc Nancy claim. Therefore, we analyze some scenes of the film, discussing what is inscribed materially in their images and sounds, in its framing and editing operations. We understand how cinema approaches the possibility of “being with” in a world used to separate, divide and to exclude all those who do not recognize themselves in their similarities, refusing to reiterate univocal identity forms or an autochthonous relation with the territories

Key words: African cinema, diasporas, community, Abderrahmane Sissako.

 

Fecha de recepción: 15/07/2019

Fecha de aceptación: 01/10/2019

 


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